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Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

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Entre muitas escolhas, eu escolhi ter paz.
Escolhi deixar para trás tudo aquilo que já não me serve.
Diminui o meu espaço circundante, fechei umas quantas portas e coloquei filtros nas entradas.
Chega uma altura em que percebemos que é necessário saber filtrar quem entra ou deixa de entrar na nossa vida. Em que é preciso saber diferenciar quem chega para acrescentar de quem chega para diminuir, alimentando-se do melhor que há em nós.
Entre muitas escolhas, eu escolhi deixar para trás pessoas, situações, vidas… Deixei de ser banquete para egos inflamados em disputa com as suas próprias guerrilhas.
Escolhi deixar de ser o espelho da carência alheia. De situações dúbias e vacilantes. De dramas e traumas que não são meus. Deixei de esperar por coisa alguma que não nasça dentro de mim porque, se não nasce dentro de mim não me pertence.
Muitas vezes, vivemos uma vida inteira em guerra e sem entender que a primeira batalha é travada dentro de nós.
Na minha guerra, eu travei as minhas batalhas, curei as minhas feridas, arrumei as armas e fui viver. Nas minhas vivencias fui percebendo que a paz é uma escolha que só pode nascer num coração livre. Que só pode acontecer quando deixo de me projetar no outro e, livremente, escolho-me a mim.
Somos livres a partir do momento em que as nossas projeções transmitem a paz que trazemos cá dentro. Tudo o resto, o universo conspira e faz acontecer no momento certo e no tempo exato.”
 
© Madalena Leite