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Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

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Anathema, 19.12.23

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Anathema, 19.12.23

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Anathema, 19.12.23

 

“Quem não cuidou, não pode esperar ser cuidado. Quem não foi capaz de apoiar, não pode esperar ser amparado. Quem não teve uma palavra para quem a aguardava, não pode esperar nada a não ser silêncio. Quem não soube estar perto, não pode esperar senão distância. Quem não soube abraçar, não pode esperar senão braços cruzados. Quem não soube estar presente, não pode esperar ser visitado. O amor não é uma obrigação. Não é algo só porque sim. Quem não valorizou, não pode esperar ter valor para quem ignorou.
Quem só foi capaz de agredir, não pode esperar carinho. Quem esperava poder humilhar contando que essa humilhação fosse esquecida, enganou-se. Às vezes, sim, o tempo enfraquece a memória, mas aquilo que o coração guarda nunca se perde. Para o bem e para o mal. Os corações nunca esquecem. Quem nunca mostrou disponibilidade, quem nunca esteve para o que desse e viesse, não pode esperar receber amor de volta. O amor só regressa a quem o soube dar, o amor só regressa de livre vontade. Ninguém ama à força.”
 
Elisabete Bárbara

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Anathema, 17.12.23

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Anathema, 17.12.23

 

A minha casa era simples, pequena, mas tinha o necessário. A televisão preto e branco e as cadeiras de madeira na sala acolhiam sorrisos e olhares atentos. As refeições eram simples, mas maravilhosas pra quem entrava faminta, com os pés empoeirados e exaustos de tanto brincar na rua. As brincadeiras eram simples. Eu brincava descalça, e tossia muito de noite, mas acordava vivinha da silva pronta pra correr de novo.
As roupas eram muito simples, e suficientes. Os brinquedos eram também muito simples. As bonecas de pano (chamavam-se bruxinhas) feitas por minha vó. Como eu as amava! A casinha de boneca toda mobiliada de caixa de fósforo, sabão em pó e creme dental. Latinhas de leite em pó, pneus, tudo ganhava valor com imaginação. As frutas não lembro de serem compradas. Tirávamos dos pés do quintal, dos vizinhos, do sítio dos meus avós, da rua.
A vida era simples, inexplicavelmente simples. E éramos inexplicavelmente felizes.
Desconfio que a felicidade mora é nessas singelezas. Que ela não liga pra sofisticação, sabe? Ela gosta é da modéstia de viver sem pretensão. É criança que exige pouco e aproveita muito.
 
Rachel Carvalho.

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Anathema, 11.12.23

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Anathema, 08.12.23

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Anathema, 04.12.23

 

Sabe aquela mulher forte, guerreira, que sempre dá um jeito, que segura as pontas, se vira nos 30' e não deixa a peteca cair? Pois é... Ela também sangra, chora, se sente insegura, tem noites de sono mal dormidas, crise de ansiedade e muitas vezes pensa que não vai conseguir. Ela é forte, mas continua sendo humana. Que tal, da próxima vez que encontrar com uma mulher forte, perguntar se ela está bem ou se precisa de algo? Ela provavelmente viveu grandes batalhas para estar aí hoje diante de você: irradiando luz, com faíscas nos olhos e fogo nas veias”.
 
Via xamanicos

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Anathema, 04.12.23

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Anathema, 04.12.23