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Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

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Não é a família que faz as pessoas. São as pessoas que fazem a família. Por isso é que há amigos que são família e há famílias em que não há amigos. Há famílias em que as pessoas não são amigas. O grau de parentesco não chega para unir uma família, só o grau de amor, num superlativo sem comparação, pode estabelecer o vínculo para lá do que determina a árvore genealógica. A árvore genealógica pode vir de longe e não ter raízes fundas. Pode ter muitos ramos e em nenhum se abrigar um ninho. Não é o facto de pertencer a uma família que faz com que exista sentimento de pertença; é a existência do sentimento de pertença que estreita os laços e não deixa que se desfaçam. Não é a família que justifica o amor, é o amor que justifica a família. Pouco pode o tronco de uma árvore genealógica contra corações que não entroncam uns nos outros.

lado.a.lado

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"Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
Será que a minha mulher passou mal? Ele pensou. Será que alguma coisa grave aconteceu?Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia.
A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou:
-- Que diabos aconteceu aqui em casa? Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
-- Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
-- Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?
- Bem... Hoje eu não fiz nada, FOFO."
 
 
G. Russi

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Sexo casual é o novo modelo de relacionamento.
Uma mensagem, um olhar, algumas palavras e pronto!
O sexo ganhou um novo pseudônimo; o aclamado: "FODA".
Então prepare o preservativo, que a noite vai ser de prazer.
Mas a preservação não é só por uma gravidez inesperada ou uma DST.
Também nos preservamos do compromisso, das cobranças e também do AMOR.
É mais fácil tirar a roupa do que o sorriso.
Tocar corpo do que o coração.
Preferimos alguém pra "comer" em uma noite, a alguém que fique para comer com a gente no café da manhã.
Estamos tão fragilizados com compromisso que matamos o prazer enquanto a carência nos enterra.
Houve um tempo em que as pessoas faziam amor, e eram felizes.
Mas hoje, elas fodem!!!
E talvez por isso exista pouca gente feliz e tanta gente "FODIDA."
 
Maura Macedo

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Agosto já vai a meio. Mês de férias para muita gente. Mês ansiosamente aguardado por muitas famílias. Mês de regresso às origens. É verdade que se torna mais difícil estacionar e é verdade que demoramos mais tempo nas lojas e nos correios e nas lojas do cidadão. Temos pressa, mesmo de férias. Mas nós ficamos cá. Há quem gostasse de se poder demorar mais nas ruas da sua mocidade e nas conversas com os amigos, há quem gostasse de se demorar mais no tempo que dedica às pessoas que só vai voltar a ver daqui por um ano. Talvez mais de um ano. Há quem gostasse de poder ficar na sua terra, embora a leve sempre consigo no coração. Há quem gostasse de não precisar de agosto para se sentir em casa. Sim, é um mês cansativo. Querer viver num mês o cheiro e a luz da nossa terra pede agitação e movimento. É assim o amor. Não sossega. É assim a vida. A mesma que faz com que tanta gente tenha de procurar uma vida melhor fora do que guarda dentro de si. O seu país. 🌷

lado.a.lado

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Eh, pá, deixa. Deixa estar o que não podes mudar. Deixa ficar o que não podes levar. Deixa para trás o que não te deixa ir em frente. Deixa ir quem não te deixa seguir. Deixa ir quem te deixou ir. Deixa de crer nas pessoas que não te querem. Deixa de querer que te queiram. Deixa de pensar em deixar e deixa mesmo. Deixa de querer fazer tudo, deixa de fazer tudo o que querem. Deixa. Deixa-te disso. Só de ti nunca. Nunca te deixes de lado. Nunca te deixes ir onde não és tu. Nunca te deixes levar por coisas que não levam a lado nenhum. Não deixes de gostar de ti. Não deixes de aprender. Deixa acontecer a felicidade. Não vivas para deixar nada a não ser saudades e o exemplo de quem não deixou que lhe roubassem a alegria. A vida é a tua deixa. O resto, eh, pá, deixa ficar.

laddo.a.lado

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A alegria pode aparecer de repente, assim como a tristeza. De uma e de outra não sabemos quando vêm, mas sabemos que não se encontram e que voltam sempre ao longo da vida. O cansaço não. O cansaço não volta, o cansaço acumula-se. Nunca aparece de repente, vai-se instalando aos poucos. Começa por ser um cansaço inocente, a que apenas damos a importância de ser consequência do trabalho, mas depois vai ganhando força ao longo do tempo e somos nós a consequência desse cansaço. Enquanto o tempo nos leva a força, o cansaço ganha força com o tempo. Ergue o seu castelo com paciência e sem esforço, já que o cansaço é sempre nosso, e depois faz-nos reféns do castelo que lhe oferecemos.

lado.a.lado

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