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Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

02.12.25

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Anathema

 

“O silêncio do Natal depois que os filhos crescem e vão embora”
O Natal muda quando os filhos crescem.
A casa, que antes tinha barulho, brinquedos, correria, expectativa… hoje tem silêncio.
 
E não é um silêncio qualquer.
É um silêncio que abraça e aperta ao mesmo tempo.
 
Você sente orgulho por ver cada um seguindo sua vida.
Mas sente falta.
Uma falta que chega antes da ceia, antes das luzes, antes do mês começar.
 
Porque o coração de mãe, de avó, de mulher que sempre cuidou… é assim:
Ele sente antes do acontecimento.
 
Os filhos crescem, formam suas famílias, fazem seus planos — e o seu Natal vai mudando de lugar.
 
A mesa diminui.
Os horários mudam.
A dinâmica muda.
O ritmo muda.
 
Mas o amor não muda.
Nunca mudou.
 
O silêncio que a casa carrega em dezembro não é vazio — é história.
É o eco de tudo que você fez.
De todas as noites sem dormir.
De todas as tradições que criou.
De todos os natais que você sustentou.
 
O silêncio do Natal é uma homenagem à mulher que você foi — e ainda é.
 
E mesmo que o coração aperte, existe beleza nisso.
Beleza em ver que você criou asas nos outros.
Beleza em perceber que, de alguma forma, sua árvore está espalhada pelo mundo.
 
Hoje, permita-se sentir saudade sem se culpar.
O silêncio também é amor.
E seu Natal continua vivo — dentro de cada memória que você plantou.