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Anathema

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

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Janeiro 20, 2022

Anathema

 

- Para onde vai a lua quando desaparece?
- A lua não desaparece. Às vezes, fica triste. E quando fica triste é como se lhe faltasse uma parte. E chora.
- A lua também chora?
- Claro. É o seu lado de dentro.
- E quando lhe passa a tristeza?
- Nasce-lhe uma lua nova.
 
lado.a.lado

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Janeiro 18, 2022

Anathema

 

... No entretenimento vazio, tudo é projetado para que o indivíduo suporte estoicamente o sistema estabelecido sem questionar. A história não existe, o futuro não existe; apenas o presente e a satisfação imediata que o entretenimento vazio procura.

#Tradução Elissandro Santana | Desacato.info

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Janeiro 18, 2022

Anathema

 

 

Envelhecer
Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.
– Mario Quintana, em ‘Sapato Florido’, 1948.

“Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que tem um impacto negativo no modo de vida de toda a família.”
– Ana Fraiman, em “Idosos órfãos de filhos vivos – os novos desvalidos“, abril de 2016.

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Janeiro 18, 2022

Anathema

 

Confio nas manhãs. Dão-nos dias novos em folha. Confio nas manhãs porque começam o dia cedo para nos dizer que nunca é tarde. Nunca é tarde para voltar atrás ou seguir em frente. Nunca é tarde para olhar para o lado ou levantar a cabeça. Nunca é tarde para deixar ficar ou ir à procura. Nunca é tarde para amanhecer. Nunca é tarde para acordar e querer sonhar. É sempre tempo de reclamar o que merecemos. Os dias maus são o rascunho dos dias felizes. Os dias tristes são o amor rasurado. O amor mal escrito. São folhas que nos ensinam a escrever melhor o dia a dia. Com uma caligrafia mais firme. As manhãs são sempre folhas limpas e céu aberto. Adoro manhãs.

lado.a.lado

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Janeiro 17, 2022

Anathema

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Janeiro 16, 2022

Anathema

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Janeiro 16, 2022

Anathema

 

“Depois dos 40 anos, o pensamento feminino muda, desembaraça. O sexo não é mais performance, exaustão, é fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose da disputa ou do controle.

A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de uma transa. Pode assistir um filme com a intensidade de uma transa. Pode conversar com a intensidade de uma transa. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento.

Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.

Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.

A mulher de 40 anos é ainda mais sábia do que a sabedoria

A mulher de 40 anos, cansada das aparências, cometerá excessos perfeitos. É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte.

A beleza se torna também um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos. Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa. O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.

Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de intenções e requisitos

Na mulher de 40 anos há a leveza de não explicar mais a vida. A leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para confirmar expectativas. Ser tia ou mãe, ser solteira ou casada não cria angústia. Os papéis sociais foram queimados com os rascunhos.

A mulher de 40 é a felicidade de não ter sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia esperança. Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua expressividade ao falar.

A beleza está acrescida de caráter. Do destemor que enfrenta os problemas, da facilidade que sai da crise. A beleza é vaidosa da linguagem, do bom humor. A beleza é vaidosa da inteligência, da gentileza”.

Fabrício Carpinejar

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Janeiro 15, 2022

Anathema

 

Queremos os dias lisos, mas o vento só obedece à sua própria vontade. Queremos o coração sossegado, mas o tempo encarrega-se de nos apresentar a saudade. Queremos os sonhos ao alcance do despertar, mas nem sempre eles chegam à hora que lhes quisemos marcar. É assim. Entre nós e o que desejamos, há quase sempre a distância que antecede a chegada ao destino. Tudo começa no início e não há velho que não tenha começado por ser menino.

lado.a.lado

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Janeiro 15, 2022

Anathema

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Janeiro 15, 2022

Anathema

 

Às vezes, penso que o tempo é um ladrão. Rouba-nos tudo. Coisas de que precisamos e outras que não nos fazem falta, coisas e pessoas de que gostamos, tesouros que mostramos e outros que escondemos. Às vezes, não rouba de uma vez. Vai-nos levando algumas coisas aos poucos. E nem sempre rouba à noite ou quando está escuro, às vezes rouba à luz do dia, sem medo de ser apanhado. Ninguém apanha o tempo. Mas, às vezes, também acho que o tempo é um ladrão com bom coração. Arrepende-se do que nos leva e, sabendo que não pode voltar atrás, faz-nos seguir em frente e deixa cair memórias pelo chão para nos iluminar o caminho. Sabendo que não pode voltar atrás, dá-nos motivos para continuarmos. Oferece-nos novas oportunidades. Nestas alturas, não resiste e vem roubar-nos sorrisos. Sim, o tempo leva-nos muitas coisas, mas no coração do tempo também mora o que está para vir e a felicidade volta sempre. A seu tempo.

lado.a.lado

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